| | Current Music: | Tche music | | Subject: | [LJ2ME] Jan's river | | Time: | 10:31 pm | | Current Mood: | strange |
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| | Queria muito estar/conversar contigo agora... | comments: 1 comment or Leave a comment  |
| | Current Music: | abertura da novela | | Subject: | [LJ2ME] What to do? | | Time: | 07:44 pm | | Current Mood: | pensive |
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| O que fazer?
-ficar em Ivoti ajudando a família? -esperar o Banco do Brasil me chamar pra trabalhar do alguma agência das grotas aqui ao redor? -voltar pra PoA e achar um empreguinho de programador de merda? -ir pra Curitiba, trabalhar na positivo e procurar um lugar barato pra morar? -largar tudo, ir pro Nordeste e trabalhar em algum albergue/pousada/hotel/bodega? -procurar algo fora do país?
Todas as opções são viáveis... E as vezes eu gostaria de ter menos delas...
O que eu quero da minha vida? | comments: 3 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | Job facts | | Time: | 05:21 pm | | Current Mood: | stressed |
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| "Trabalhar" me fez voltar a roer unhas.... Tudo bem que me um mês foram apenas três, até agora... mas se continuar assim tem tudo a crescer...
Tenho várias coisinhas related pra explodir aqui, mas depois de rever o passado de alguns, lembro que isso pode ser perigoso...
se farei, sera private (e não daqui da empresa) ;] | comments: Leave a comment  |
| | Current Music: | The Corrs - Everybody Hurts | | Subject: | [LJ2ME] Bus'n'mind | | Time: | 09:21 pm | | Current Mood: | sad |
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| Por mais que eu tenha bateria... Por mais que eu tenha leitura... Por mais que eu tenha som... Eu começo a odiar esse ônibus...
Hoje não tenho alucinações mas sim um nó na garganta... Que ao mesmo tempo tranca e quer soltar tantas palavras...
Vontade de ser sincero... da sinceridade que machuca o outro... da sinceridade que pode me causar mais problemas... nua, crua, simples, direta, binária...
Mas não faço isso... mantenho ela no fundo... oculta... escondida... comprimida... machucando o menor número possível de pessoas queridas...
eu... | comments: Leave a comment  |
| | Tags: | contos | | Current Music: | Tori Amos - Talula | | Current Location: | Note@PoA | | Subject: | Blond girl | | Time: | 10:09 pm | | Current Mood: | pensive |
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| Eles preferem as loiras E la se virou de lado. Assestou a orelha no travesseiro. E miou, sorrdente: - Amanhã é seu aniversário... Ele apenas sorriu de volta, modesto: era. Ela continuou, rouca: - Pode pedir o que quiser... Ele arregalou os olhos. - O que eu quiser? Ela, lambendo os lábios, a malícia faiscando nas bordas das pupilas: - Arran... Ele sentou na cama, apoiando-se nos cotovelos. - Tudo mesmo? - Tudo, Tudinho... - disse: tudjinho, com dê e e jota. Ele olhou para o gesso do teto, sonhador: - Quero que você seja loira! Ela arregalou os olhos. Sentou-se também. - Lo-loira? - gaguejou. - Quer... que pinte o cabelo? - Isso! - Estava ereto, agora. Esfregava as mãos. - Isso! Sempre quis que você fosse loira. Sempre quis. Ela deitou a cabeça no travesseiro. Fechou os olhos. De olhos fechados, concordou: - Tá bem. - E depois de um suspiro: - Tá bem... Na manhã seguinte, ele saiu de casa saltitante, foi trabalhar assobiando uma música dos Travessos. Ela acordou sentindo uma pedra no peito e uma bola de tênis na garganta. Não conseguia se imaginar loira. Ao contrário: sempre se orgulhara dos cabelos negros, jamais tocados por tintura. Loiras... Sabia bem como eram. Vistosas, é verdade. Tinha de admitir que loiras chamavam a atenção. Porém, eram dissimuladas, orgulhosas. arrogantes, até. Além do mais, a vida inteira desprezara as falsas loiras e suas raízes de cabelo pretas. Que nojo. Mas havia prometido... Que idéia era aquela, "pode pedir o que quiser"? Bem-feito! Foi um dia difícil. Um dia de angústia. Por que ele pedira aquilo? Não gostava dela como era? Cobiçava alguma loira? Estava ficando com raiva do desgranido. À tarde, na hora da transformação, o ódio se desfez em soluços. O cabeleireiro teve de lhe buscar um copo d'água com açúcar. Só se sentiu melhor quando saiu do salão e passou por dois homens de terno. Eles a olharam de um jeito que nunca havia sido olhada antes: com gula. Por que os homens olhavam assim para as loiras? Em casa, mirou-se no espelho. Não conhecia aquela ali refletida. Vestiu sua lingerie mais ousada, uma que nunca tivera coragem de usar. Ele chegou e tomou um susto. - Meu Deus, é outra mulher! Era. Foi uma noite de amor única. Nem na época de namorados tiveram um noite igual. Pela manhã, ele se levantou cansado, mas satisfeito. Ajeitava a gravata para ir trabalhar, quando ela saiu do quarto. Estava já vestida: saia mínima, decote íngrime. - Aonde você vai assim? - espantou-se ele. - Ao super - respondeu ela, já saindo. Saiu. Ele correu para a janela, perplexo, a tempo de vê-la ondulando pela rua. Ondulando. Queria uma loira. Tinha uma loira | comments: 2 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Saturday night | | Time: | 12:50 am | | Current Mood: | Sad |
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| Sábado de noite em Ivoti... Programação de tv ruim. Internet lenta. Chuva xoxa. Ninguém pra se querer bem. Ninguém pra se falar mal. Ninguém online. Nenhum livro. Nenhum jogo. Nenhum ânimo.
Momento em que a pessoa senta e escreve aquele post enorme, sobre tudo, trabalho, estudo, tempo, espaço, idéias, vida... sobre todos, familiares, amigos, amores... Espessa seus sentimentos de uma maneira que só certos piscianos entenderiam... revisa, relê... respira fundo e se prepara para dar o 'commit' da operação quando...
'Voooonnn...' falta luz...
Nesses momentos eu noto que certas coisas são, porque não devem ser. | comments: Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Again, again, again... | | Time: | 08:15 pm | | Current Mood: | Sad |
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| Outra sexta, outro retorno pra Ivoti... Essa sem música, sem texto, quase sem fala... Só de pensar eu já estava de mau humor... Vivendo eu ainda fico triste...
Alucino!!
Sinto o telefone vibrar no bolso, mas estou com ele em minhas mãos... Sinto falta do quando não sentia (falta)... E a ausência me faz pensar no que não quero...
Quem me vê, quem me escuta e me conhece, sabe:
que eu não sei... | comments: 1 comment or Leave a comment  |
| | Current Music: | Engenheiros do Havaí - Até o fim | | Subject: | [LJ2ME] Searching the End | | Time: | 06:34 pm | | Current Mood: | Pensive |
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| Mas eu não vim até aqui pra desistir agora. Minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar, se depender de mim eu vou até o fim. Voando sem instrumentos, ao sabor do vento, se depender de mim eu vou até o fim. Eu não vim até aqui, pra desistir agora. Entendo você, se você quiser ir embora, não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas. Ainda não se curva noite adentro vida afora toda a vida, o dia inteiro, não seria exagero, se depender de mim eu vou até o fim. Cada célula, todo fio de cabelo, falando assim parece exagero, mas se depender de mim eu vou até o fim...
Ainda não sei como... Mas eu vou!
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| Clarissa de minisaia A microssaia voltou com tudo em 2004. A ponto de Clarissa se entusiasmar. Não era desses arroubos, não se comovia com modismo. Ao contrário: podia ser considerada uma recatada. Clarissa só se importava com a alma humana, que, ao fim e ao cabo, concentrava a essência de sua profissao - era psicóloga. Mas, no réveillon, Clarissa foi a uma festa, e o que viu? Microssaias. Todas as mulheres da festa estavam de microssaia, as pernas luzindo, hipnotizando o público masculino, enquanto ela transpirava dentro de velhos jeans desbotados. Então, tomou uma resolução de Ano-Novo: vestir uma microssaia em 2004. Nos primeiros albores de janeiros, mal egressa da praia, Clarissa marcou para o shopping como se fosse cumprir uma missão. Adquiriu a primeira microssaia da sua vida. Foi o rompimento de uma barreira. Antes daquele dia, nem míni. Só saias comportadas, roçando os joelhos. Clarissa preocupava-se demais com seu trabalho para ostentar decotes e saias minúsculas. Havia anos ocupado o cargo de psicóloga num grande clube de futebol do Estado. Sua vida se resumia ao esforço para conquistar o respeito dos jogadores e dos dirigentes. Mas conquistá-los com sua seriedade, seu profissionalismo. Aquela minissaia quebrava paradigmas. Que seja!, pensou. A gente tem que cometer loucuras uma vez na vida. Para arrematar, comprou sapatos de saltos altos. Realmente altos, não as anabelas de cinco centímetros que estava acostumada a usar. No provador, enfiou-se na micro, subiu nos escarpins e se mirou no espelho. A micro era mesmo curta. Um palmo de tecido, quantdo muito. Mas, puxa, como ela havia ficado diferente! Os saltos altos lhe tinham modelado as pernas, os músculos ficavam empinados das panturrilhas aos glúteos. E a última curva das coxas assim exposta, nossa!, Clarissa nunca se mostrara tanto. Mas reconhecia: o resultado lhe agradava. Saiu do shopping vestida daquele jeito, a roupa antiga soterrada no fundo da bolsa. Foi assim que ela chegou ao clube. Sobranceira, apoiada apenas na parte da frente dos pés, caminhando sem pressa. Clarissa cruzou o pórtico do estádio. Para jogadores, dirigentes, torcedores, membros da comissão técnica, para todos num diâmetro de 150 metros, foi como se o tempo tivesse parado. Clarissa avançava de cima de seus escarpins, a saia diminuta mal cobrindo as longas pernas, os saltos de doze centímetros fazendo toc no asfalto. Toc, toc, toc, toc. Aquele toc ecoava pelo estádio. Tornava-se mais retumbante devido ao silêncio que a entrada de Clarissaprotagonizara. Ninguém corria atrás da bola, e a própia bola não corria, os torcedores que assistiam ao treino não gritavam mais, nem se inquietavam com a penúria das contratações do clube, or repórteres nada perguntavam e os dirigentes não cogitavam de responder. Naquele momento, só o que importava era a entrada de Clarissa. Toc. Toc. Toc. Ela sentia o ar frio envolvendo as coxas finalente descobertas, sentia que todos os olhares lhe lambuzavam as pernas torneadas e recentemente bronzeadas, sentia que, durante aqueles segundos, todos os homens que a observavam se transformaram em seus súditos. Sentia os efeitos do poder. Um calor sensual queimou-lhe o peito. Clarissa entreabriu os lábios. Sua respiração ficou mais pesada. Depois de cem metros triunfais, chegou ao escritório, afinal. Abriu a porta. Entrou. Fechou-a. Apoiou as costas contra a porta fechada. Fitou o teto branco do gabinete. Pensou nos anos em que cursou psicologia, nos anos de trabalho no clube, no seu investimento como psicóloga esportiva. Durante todo esse tempo, estudou o comportamento dos homens, procurou formas de entendê-los, influenciá-los e ajudá-los. Agora, enfim, alcançara a compreensão. As mentes deles se abriram para ela, como se a língua de fogo do Espírito Santo lhe tivesse lambido o fronte. Tudo era tão simples e tão engenhoso... Clarissa caminhou até o banheiro do escritório. Postou-se diante do espelho. Tentou admirar mais uma vez as pernas expostas. Não conseguiu, o espelho era muito alto. Estudou o próprio rosto. Os lábios pareciam mais intumescidos, os olhos, mais brilhantes. Ajeitou o cabelo. Decidiu: na manhã seguinte, sem falta, compraria uma blusa decotada. Bem decotada. | comments: 2 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Blurry blindness | | Time: | 04:39 pm | | Current Mood: | blind |
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| A partir dessa hora, até terça-feira, no mínimo, cuidado... O míope aqui vai estar sem óculos e sem lentes... Salvo se encontrar meu penúltimo óculos no criado mudo em PoA... No mais, entendam se eu der alguma de taipa nesses dias... =p
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| | Current Music: | Nenhum de Nós - Sobre o Tempo | | Subject: | [LJ2ME] 'x' Market | | Time: | 07:02 pm | | Current Mood: | Happy |
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| O Mercado Público de PoA que me perdoe... Mas o Mercado Municipal de Curitiba tem muito mais em qualidade, quantidade e organização.
Ah, to chegando no Salgado Filho em uma hora e meia... Saudades de vocês... ='] | comments: 2 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Toothbrush | | Time: | 01:36 am | | Current Mood: | tired |
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| Não consigo mais escovar os dentes sem pensar no filme "Mais Estranho que a Ficção"...
Quem ainda não viu, vale a pena!
Boa noite, bons sonhos! Talvez dia 17 de noite to por aí... | comments: 1 comment or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] To think... | | Time: | 12:29 am | | Current Mood: | depressed |
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| Eu deveria largar tudo em PoA e me formar na UFPR (se isso for possível...) por 5k por mês em um trabalho legal?
Eu conseguiria?
... me da um aperto no coração ...
Device: Nokia3660 | comments: 4 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] 48 tooth smile =D | | Time: | 05:30 pm | | Current Mood: | happy |
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| Minha primeira cárie... ugh... que ódio... mas tudo bem... ela era pequena e já não existe mais... além do mais, é uma dádiva que um cara tão relapso, bucomaxilofacialmente falando, como eu tenha uma camada tão generosa de esmalte nos dentes... 'brigado mamãe e as boletas que tu tomou na minha gestação \o/
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| Nua, numa cama estranha Letícia acordou completamente nua numa casa estranha. Não conhecia a cama em que estava deitada de costas, nem o fino lençol enrolado em sua cintura. Não se lembrava de algum dia ter visto o quarto em que havia dormido. sentia-se mareada, Bebera demais na noite anterior. Tequila. Disso lembrava - tequila. Sentou-se com alguma dificuldade. Uma rápida vertigem fez com que desistisse de se levantar. Apoiou as mãos no colchão. Fechou os olhos. Abriu-os. - Ohhhh - gemeu. - Tequila... Levou a mão à testa. Massageou as têmporas. Tentou recordar o que tinha acontecido. A última imagem que lhe vinha à mente era da festa que fora com a turma do clube, num caraoquê. Que idéia, ela nem gostava de caraoquê. Mas naquela noite havia se liberado. Era a comemoração da conquista do título, tudo valia. Aí cantou, dançou, bebeu... Tequila. Como bebeu tequila. Com foguinho e vira-vira. Oh, Jesus... De mais não se lembrava. O que havia acontecido? Levantou-se, enfim. Depois de uma leve tontura, reassumiu o equilíbrio do corpo. Percebeu que trazia algo preso entre o canino e o segundo pré-molar. Levou a mão à boca. Retirou o objeto que lhe fazia pressão: um pequeno pedaço de pano branco. Estranho... Caminhou nua pelo corredor, até a sala. Que casa era aquela, Jesus Cristo? Começou a achar suas roupas, espalhadas por toda parte. A calcinha estava em cima do abajur. Um dos sapatos ela não encontrou. Na cozinha, a mesa do café posta e um bilhete debaixo da manteigueira: "Obrigado pela noite mais louca da minha vida. W." Dáblio? Não conhecia ninguém que tivesse Dáblio no nome. Será que passara a noite com algum Wilson? Ou, pior, um Wellington? Virgem Santíssima! Tinha que ir embora dali de uma vez. Saiu, mancando, por calçar apenas um sapato. Que rua era aquela? Por sorte, passou um taxi. Tomou-o. Perguntou ao motorista onde estavam: Parque Minuano. Com mil martelinhos de trigo velho, ela não conhecia ninguém que sequer morasse perto do Parque Minuano! O resto do dia, um domingo, ela consumiu intrigada: o que tinha acontecido? Não conseguia recordar. Só recordava dos copos chamejantes de tequila. Maldita tequila. Na segunda-feira, notou que as conversas cessaram quando entrou na secretaria do clube. Todos a olhavam. Os boys comentaram algo, diante da máquina de xerox. Um grupinho de repórteres parou de discutir sobre quem era o melhor lateral-direito. Letícia tentou manter a dignidade ao caminhar até a sua mesa. Sentou-se. Que vergonha, que vergonha! O que a tequila fizera com ela? Precisava se concentrar no trabalho. Mas, antes que ligasse o computador, Danúbio, o meia-esquerda goleador, o galã do time, que não entrava em campo sem alisar bem os cabelos alourados com gel, Danúbio, o camisa 10, se aproximou e, disfarçadamente, fez pousar um Amor Carioca sobre sua mesa, bem em cima do mouse pad. Sorriu um sorriso de 64 dentes, o mesmo sorriso que abria para as câmeras quando fazia seus gols, e sussurrou: - Queres almoçar comigo? Letícia grunhiu um arran, boquiaberta e encantada. Ia almoçar com o Danúbio! Olhou em volta. As colegas faiscavam de inveja. Piscou, surpresa, e o telefone tocou. O presidente a convocava ao gabinete. Letícia levantou-se. Alisou a saia. Foi, sestrosa. A secretária abriu a porta para ela, prestativa. Seu Leopoldo, o presidente, a esperava de pé. Apontou-lhe uma poltrona. - Dona Letícia - começou. - Quero, antes de mais nada, ressaltar que nossas relações profissionais continuam inalteradas. Inalteradas! - fez um gesto decidido com a mão. - E, para lhe provar isso, estou lhe comunicando que aquela promoção que a senhorita reivindicava é sua. - Letícia abriu a boca, perplexa. - E mais - prosseguiu o chefe - A senhorita terá 50% de aumento salarial. Certo? Tudo bem? Letícia balançou a cabeça, pasmada: certo, claro que estava certo, claro que estava tudo bem. Levantou-se. Estava saindo da sala, o presidente chamou-a de novo: - Ah, dona Letícia: conto com sua discrição sobre tudo aquilo, sim? Letícia balançou a cabeça outra vez, em concordância. Voltou para a mesa flutuando, como se estivesse num sonho. Agarrou o enconsto da cadeira com ambas as mãos. Olhou para o bombom do meia-esquerda de gel, ainda oferecido sobre o mouse pad. Calculou mentalmente quanto ganharia com os 50% de aumento. Sorriu. Notou que, em volta, as mulheres continuavam a fitá-la com inveja e que, nos cantos da sala, os boys e os repórteres ainda falavam sobre ela. Sentou-se, enfim. Suspirou. E tomou a decisão: na próxima festa do clube, ia beber muitos, muitos copos de tequila. | comments: 5 comments or Leave a comment  |
| O mil-folhas Um mil-folhas! Há quanto tempo Renata não via um mil-folhas! E agora lhe aparecia um ali, no lugar mais improvável, o árido bar da firma, reino dos risoles sebosos. Parou para contemplá-lo. Luzia na estante de vidro. As lâminas de massa folhada, bem fininhas, pareciam novas e crocantes. O creme transbordava a cada camada, generoso, elevando-o a quatro dedos de altura. E, por cima de tudo, a sólida capa de açúcar da espessura perfeita: nada maior que uma moeda de cinqüenta centavos. Decidiu: vou comê-lo! Sussurrou, voz rouca da volúpia: - Vou comê-lo todjjiinho! Sorriu, antegozando o prazer. Chegou a sentir a massa sequinha quebrando-se entre os dentes, a baunilha cremosa enchendo-lhe a boca. Teve vontade de fazer mn. Fez: - Mn... Então se lembrou das calorias. Quantas devia ter um mil-folhas pedaçudo daqueles? Renata examinou-o: pura manteiga e açúcar. Seiscentas, pelo menos. Uma bomba! Sentia a gordura se espalhando pelo abdômen e, o horror!, intumescendo-lhe as nádegas. Não! Tinha uma festa no sábado e ansiava por colocar o vestido branco justo que comprara há seis meses. Estava quase no peso ideal, dois quilos acima. Não botaria tudo a perder por um mil-folhas. Desistiu. Saiu resoluta da frente do balcão e marchou para o escritório. Tomara a decisão acertada. Autocontrole. Equilíbrio. Era dona da própia vontade. Era dona do próprio corpo. Um corpo esguio, atraente. Sim. Sentou-se. Suspirou. Mil-folhas, veja só. Quando tivera seu último mil-folhas? Fitou o teto. No tempo do colégio, talvez. Bons tempos. Tempos irresponsáveis. Tempos lipídicos. Não existia nem Coca diet. Quantos anos? Muitos... Renata franziu a testa. Tantos anos sem um único mil-folhas, tantos anos de sacrifício, de chicórias, de peitinho de frango, tudo isso não seria o suficiente para lhe permitir um só mil-folhas? Um só? Seria! Levantou-se resoluta. Sorriu. A alegria queimou seu peito. Em um segundo, corria, pensando no creme apetitoso, nas plaquinhas delicadas de prazer. Ria. Gargalhava, quase, a saliva brotando dos carrinhos. Chegou ao bar. Debruçou-se no balcão. Olhou para a vitrine e... cadê? - Cadê o mil-folhas??? - gritou. A atendente apontou com a cabeça para um canto do bar. Lá estava Tati, magérrima, elegante, bronzeada, cobiçada por todos os homens do escritório, desferindo uma dentada no mil-folhas. No mil-folhas dela, Renata! Magra daquele jeito, comendo um mil-folhas sem culpa. As lágrimas turvaram a visão de Renata. Não era justo! Deu dois passos na direção da magricela. Empurrou-a com gana, bateu no braço de graveto que segurava o mil-folhas, o mil-folhas voou, esparramou-se no chão. Tati virou-se perplexa: - Quê?... Renata lançou-lhe um olhar de ódio. Soluçou um "te odeio". E correu para o banheiro, chorando sua dor. | comments: 2 comments or Leave a comment  |
| Semana conturbada... Emocionante, divertida, romântica, corrida... Semana de trabalho (fazer e procurar ele), regada com muito sentimento...
Agradeço às festas da semana, ao retiro do coral, ás oportunidades de trabalho, aos momentos de ócio total que vocês não me deixaram passar sozinho para ficar completamente maluco...
Ah, e um obrigado especial para a Luana: você estava certa... Mas foi bom eu ter ido conferir isso com meus própios olhos... Isso só tem a me fazer crescer como pessoa... a entender como as coisas funcionam...
Está declarado o fim da Era de Aquário da maneira como eu via e iniciada uma só com as coisas boas =]
em resumo:
pop (SP) sub SP, 1 | comments: 4 comments or Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Age of Aquarius | | Time: | 11:17 am | | Current Mood: | pensive |
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| | De todas essas coisas de horóscopo, eu sempre achei que inferno astral / compatibilidade de signos fosse o mais improvável de ser real... Ledo engano... Carinha, como tu complica a minha vida... E eu to deixando... | comments: Leave a comment  |
| | Subject: | [LJ2ME] Mondays... | | Time: | 07:28 pm | | Current Mood: | sad |
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| Agora eu gostaria, muito, de abraçar alguém querido...
Device: Nokia3660 | comments: 1 comment or Leave a comment  |
| | Current Music: | Eric Clapton - My Father's Eyes | | Current Location: | o eterno grad59 | | Subject: | Escape | | Time: | 03:18 pm | | Current Mood: | thoughtful |
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| Eu fujo para este lugar, calmo e escuro, onde meus pensamentos são tão brilhantes que iluminam o que preciso ver; calmo como um mar aberto, um vento brando, à espera da tempestade. Recolho-me na minha indagação, na minha covardia, na minha proteção, fico imóvel à espera de uma mensagem, um telefonema, um interfone tocando. Aqui é mais fácil entender.
Fujo das minhas aflições e dos meus medos, deixo eles do lado de trás da colina, quando eu estiver com forças suficientes, vou descê-la correndo como criança pra encontrá-los sadios, prontos para eu trazê-los pela mão e ensiná-los a viver. Eu não fujo do mundo, eu apenas me distancio, negligencio sua arrogância, guardo tudo de bom que há comigo, e faço disso meu teto, minha comida, meu ar, faço da paz a minha água.
Os fatos doem, machucam, entristecem, desanimam, ora nos impulsionam, nos alegram, nos fazem amar coisas inimagináveis. Os fatos são anjos e demônios, que costuram nossa mente num zigue-zague de sentimentos torpes e confusos. Não quero sentimentos confusos, quero sentir tudo puro, límpido, alto, sem interferências da razão, dos paradigmas e dos meus temores. Ouço um casal gritar, discutir tão alto que os passarinhos se calaram e meu gato me olhou com uma expressão de dúvida. O que é isso? É a realidade, são os fatos, é a podridão da falta de sinceridade e coragem.
E um dia eu senti dor, um dia eu senti inveja, um dia eu senti ciúmes. Como esses sentimentos são ruins, como machucam, como arranham a pele e deixam marcas feias, pesadas, nojentas. Eu não quero sentimentos ruins no meu coração, prefiro a inércia, a estagnação, a negligência, para ter uma mente tranqüila, sã, sorridente.
Quero ver as pessoas iguais, todas uma só, um corpo inteiro de vários pedacinhos, nenhum pode faltar, se um estiver doente os outros irão sentir. Se a vida é fluido e os pensamentos são matéria, quero que meus pensamentos se tornem flores e frutas doces, quero fazer do mundo um jardim cheiroso de muito amor. Enquanto isso, eu fujo do meu ódio para ter comigo, sempre, minha inocência, minha ingenuidade e minha esperança.
Chupinhado diretamente da Cele... te devo um passeio com o Snarf... | comments: 1 comment or Leave a comment  |
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